
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que deseja “um tratado novo, melhorado e modernizado” que substitua o New START, o pacto de controle de arsenais nucleares que Washington tinha com Moscou e que expirou nesta quinta-feira (5).
“Em vez de prorrogar o tratado New START (um acordo mal negociado pelos Estados Unidos que, acima de tudo, está sendo flagrantemente violado), deveríamos encarregar nossos especialistas nucleares de trabalhar em um tratado novo, melhorado e modernizado que possa perdurar no futuro”, escreveu Trump em uma mensagem na plataforma Truth Social.
Tanto Trump como membros do seu governo optaram por ignorar até agora as ofertas da Rússia para negociar um novo tratado. O New START foi assinado em 2010 e não podia ser prorrogado.
O New START, assinado pelo ex-presidente democrata Barack Obama, era o último tratado de controle de armas atômicas em vigor entre as duas maiores potências nucleares do mundo.
O próprio Trump afirmou publicamente que concorda com as limitações impostas por este acordo, que afeta armas nucleares de longo alcance e obriga Moscou e Washington a não terem em condições operacionais mais de 1.550 ogivas nucleares e 700 mísseis para lançá-las, mas disse que está interessado em um novo pacto que inclua a China, cujo arsenal, embora inferior em volume, está crescendo e se tornando mais sofisticado.
O republicano acrescentou em sua mensagem desta quinta-feira que “os EUA são o país mais poderoso do mundo” e que ele reconstruiu “completamente” as Forças Armadas durante seus dois mandatos, incluindo o desenvolvimento de “novas armas nucleares e muitas outras modernizadas”.
Ele também destacou a criação da Força Espacial, que desde seu primeiro período na Casa Branca se tornou um dos oito ramos das Forças Armadas dos Estados Unidos, e garantiu que “evitou que eclodissem guerras nucleares no mundo entre Paquistão e Índia, Irã e Israel, e Rússia e Ucrânia”.
A Força Espacial é um dos órgãos responsáveis pelo projeto “Cúpula Dourada”, um complexo sistema que o governo Trump quer desenvolver para interceptar mísseis intercontinentais na órbita baixa terrestre.
Embora a própria viabilidade desse escudo esteja em dúvida, muitos especialistas alertam para o perigo que poderia representar para a corrida armamentista se Washington conseguisse implantar um sistema capaz de romper a chamada “vulnerabilidade mútua” que existe atualmente entre as potências nucleares.
*EFE
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