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​Translado do corpo de babá morta em Portugal será pago pelo governo do Ceará

​Translado do corpo de babá morta em Portugal será pago pelo governo do Ceará

Lucinete Freitas foi encontrada morta em Amadora no dia 18 de dezembro, após ficar desaparecida por 13 dias e ser agredida com um bloco de cimento na cabeça supostamente pela patroa

lucinete-freitas-750x450 ​Translado do corpo de babá morta em Portugal será pago pelo governo do Ceará

O chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, afirmou no sábado (10), que o governo do Estado arcará com os custos do translado do corpo da brasileira Lucinete Freitas, de 55 anos, morta pela patroa em Portugal. “Sobre esse caso, informo que o governador Elmano [de Freitas] já determinou que o governo do Estado arcará com tudo para o traslado ocorrer”, escreveu Vieira em uma publicação nas redes sociais. “Triste demais essa situação, e isso é o mínimo para atenuar um pouco a imensa dor dessa família cearense aqui.”

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Procurada, a Casa Civil do Ceará não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre quando o processo de translado será iniciado ou se há previsão para a chegada do corpo no Brasil. Lucinete era natural de Aracobaia, no interior do Ceará. Ela morava sozinha em Amadora, na região metropolitana de Lisboa, onde trabalhava como babá e empregada doméstica para outra brasileira. A mulher tinha planos de levar o marido e o filho para viverem também no país europeu.

Ela foi encontrada morta em Amadora no dia 18 de dezembro, após ficar desaparecida por 13 dias. Segundo o Ministério Público de Portugal, a vítima foi morta pela patroa após ser agredida com um bloco de cimento na cabeça em 5 de dezembro. A suspeita está presa preventivamente e é investigada por homicídio qualificado, profanação de cadáver, posse de arma proibida e falsidade informática.

O órgão afirmou que a relação entre as duas era marcada por conflitos. No dia do crime, a patroa disse que levaria Lucinete para casa, mas a conduziu a um local isolado, onde a agrediu violentamente na cabeça com um bloco de cimento, provocando lesões que levaram à morte. “Há ainda indícios de que, após confirmar que a vítima estava morta, a investigada colocou entulho sobre o corpo, de modo a encobri-lo, e deixou o local”, afirmou o MP.

Além disso, o órgão apontou que a investigada usou o celular de Lucinete para se passar por ela e enviar mensagens nas quais dizia ter ido para Algarve com uma amiga. Segundo o MP, a intenção era adiar o registro do desaparecimento.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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