
O prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra (União Brasil), foi um dos principais alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU) na manhã desta terça-feira (27). A ação investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos e fraudes em licitações na área da saúde.
Agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao chefe do Executivo municipal. Segundo as investigações, o objetivo é apurar irregularidades na contratação de empresas para o fornecimento de insumos médicos.
Poucas horas após a saída dos agentes, Alysson Bezerra publicou um vídeo em suas redes sociais confirmando a ação policial. Na gravação, o prefeito detalhou os itens apreendidos e afirmou ter cooperado com as autoridades.
“Hoje pela manhã, agentes da Polícia Federal estiveram na minha casa. Recepcionei com muita cordialidade. Colaborei com tudo e, no final, entreguei meu celular, entreguei notebook, e dois HDs pessoais”, declarou Bezerra.
O prefeito também utilizou o pronunciamento para se defender politicamente ao sugerir uma relação entre o avanço das investigações e o cenário pré-eleitoral de 2026, visto que seu nome é cotado para a disputa ao Governo do Estado.
“Essa investigação, datada de 2023, sobre questão de fornecimento de medicamentos, ocorreu quando, no mesmo ano, editei um decreto que diz que todo medicamento que entra na farmácia central tem que passar pelo sistema de transparência”, afirmou o gestor.
“Essa investigação reaparece agora, em 2026, ano eleitoral em que o nosso nome está espontaneamente sendo elevado para o governo do Estado. É [nesse momento] que ocorre essa investigação”, completou.
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Entenda a operação
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta terça-feira, a Operação Mederi, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao desvio de recursos públicos e a fraudes em procedimentos licitatórios na área da saúde.
Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão no Rio Grande do Norte, além da adoção de medidas cautelares e patrimoniais determinadas pela Justiça.
As investigações apontam indícios de irregularidades em contratos para o fornecimento de insumos à rede pública de saúde. Segundo a PF, o esquema envolveria empresas sediadas no Rio Grande do Norte que mantinham contratos com administrações municipais de diversos estados.
Auditorias realizadas no âmbito da apuração identificaram falhas na execução contratual, como indícios de não entrega de materiais, fornecimento inadequado de insumos e prática de sobrepreço.
Os investigados poderão responder por crimes relacionados ao desvio de recursos públicos e a fraudes em contratações administrativas.
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