
A Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda o fechamento de fronteiras nem restrições a viagens em relação aos dois casos de vírus Nipah — um patógeno de alta letalidade para o qual não há tratamento específico — registrados na Índia, afirmou nesta sexta-feira (30) uma responsável da agência.
“A forma mais eficaz de conter o vírus quando há um surto é no local de contágio, por meio de uma resposta local que inclua o cuidado dos afetados, um monitoramento de perto dos contatos e informações à opinião pública sobre como evitar as infecções”, disse em entrevista coletiva Anais Legand, do departamento de Patógenos de Alto Risco da OMS.
A especialista ressaltou que a medição de temperatura de viajantes procedentes da zona afetada, algo que alguns países próximos à Índia colocaram em prática desde a declaração dos casos, é “uma escolha que os países podem fazer”, embora não a tenha considerado uma restrição às viagens em si.
Legand lembrou que a OMS foi notificada no último dia 26 sobre os dois casos, um deles ainda em estado grave, sem que por enquanto tenham sido detectados novos contágios, embora cerca de 190 contatos estejam sob monitoramento.
O vírus Nipah, com uma letalidade entre 40% e 75% e para o qual também não há vacina, foi relatado pela primeira vez em 1998 e, desde então, ocorreram surtos em Bangladesh, Índia, Malásia, Filipinas e Singapura, lembrou a responsável da OMS.
Normalmente, o vírus é transmitido por animais como morcegos frugívoros, ou pelo consumo de alimentos contaminados por eles, embora tenham ocorrido alguns contágios de humano para humano, ressaltou ela na coletiva.
“Isso ocorreu de forma limitada, em condições de contato prolongado com um paciente doente sem usar a proteção adequada” (trajes de proteção EPI), especificou.
Anais Legand afirmou que a OMS recomenda às pessoas em zonas afetadas que apresentem sintomas que procurem um médico o mais rápido possível, embora tenha reconhecido que, no início da doença, os sinais podem não ser muito claros.
“O primeiro sintoma na maioria dos pacientes é febre e, em alguns casos, dores de cabeça e confusão”, explicou, indicando que outros possíveis indícios podem ser problemas respiratórios, tosse, tonturas, fadiga ou vômitos.
Na última terça, a OMS avaliou como “baixo” o risco de expansão do vírus Nipah na Índia, observando que o país tem experiência na contenção de surtos anteriores.
*Com informações da EFE
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