
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), é acusado de assédio sexual contra uma jovem em Balneário Camboriú (SC).
À Jovem Pan, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) informou que foram colhidos depoimentos em relação ao caso na manhã desta quarta-feira (4). “O caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização”, diz o comunicado.
Segundo o portal Metrópoles, a vítima tem 18 anos e é filha de um casal de amigos do ministro. No dia 9 de janeiro, enquanto estavam na praia, ela teria ido em direção ao mar, onde Buzzi estava. O assédio teria ocorrido na água, com o ministro tentando agarrá-la.
A jovem relatou o fato aos pais, que deixaram o local e seguiram para São Paulo, onde tentaram registrar um boletim de ocorrência. A família foi orientada a procurar o Supremo Tribunal Federal (STF), já que o ministro tem foro privilegiado.
Em nota, o ministro Marco Buzzi se disse “surpreendido” com a acusação. Ele afirmou que ela não corresponde aos fato e que repudia “qualquer ilação que tenha cometido ato impróprio.”
Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado, ele pode sofrer sanções administrativas, que variam da advertência à aposentadoria compulsória. A mãe da vítima, que é advogada, procurou ministros do STJ para contar o caso. Um integrante do tribunal admitiu que não há disposição dos colegas de proteger o ministro acusado.
O casal esteve com o juiz auxiliar de Edson Fachin, presidente do STF, na terça-feira (3). Buzzi tomou posse no STJ em 2011, indicado por Dilma Rousseff.
*Com Estadão Conteúdo
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