
A Justiça do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva da advogada e influenciadora Agostina Paez. Ação acata pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro, que acusa a argentina de fazer gestos racistas e proferir injúrias raciais contra quatro funcionários de um bar na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A 1ª Promotoria da Justiça de Investigação Penal Territorial da Zona Sul e Barra da Tijuca já tinha retido o passaporte da acusada e determinado o uso de tornozeleira eletrônica.
Segundo o MPRJ, Agostina, que estava no local com amigas, chamou um funcionário de “negro’ ofensivamente após discordar dos valores da conta do bar, com “propósito de discriminá-lo e inferiorizá-lo em razão de sua raça e cor”, segundo a denúncia.
A mulher então passou a chamar a vítima de “mono”, macaco em espanhol, e fazer gestos imitando o animal, mesmo sendo advertida de que o ato configura crime no Brasil. Ela teria continuado a fazer os gestos do lado de fora do bar contra três funcionários.
A Promotoria destacou que os relatos das vítimas foram corroborados por declarações de testemunhas e por imagens tanto do circuito interno do bar como filmagens produzidas no momento dos fatos. O vídeo da advogada fazendo os gestos viralizou nas redes sociais.
🚨 BRASIL: piden la prisión preventiva de la argentina Agostina Páez
Está retenida en Río con tobillera electrónica por presuntos gestos racistas en Ipanema y fue imputada por “injuria racial”.
🗣️ “No hay antecedentes de una condena así a un extranjero”, dijo su abogado. pic.twitter.com/HNpR2V5ThH
— El Economista (@ElEconomista_) February 4, 2026
A denúncia também rejeita a versão de Agostina de que os gestos seriam uma “brincadeira” para a amiga e que o fato de uma delas tentar impedir ela continuasse a fazer os gestos “evidencia a consciência da acompanhante quanto à reprovabilidade da conduta.”
Ainda não se tem informações se Agostina foi presa. A Jovem Pan tenta contato com a advogada.
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