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​Irã condena Nobel da Paz Narges Mohammadi a mais 7 anos e meio de prisão

​Irã condena Nobel da Paz Narges Mohammadi a mais 7 anos e meio de prisão

A defesa explicou que recebeu nesta manhã um telefonema da ativista, em sua primeira comunicação após ter sido detida há 59 dias de forma violenta

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Um tribunal revolucionário condenou a prêmio Nobel da Paz Narges Mohammadi a sete anos e meio de prisão por várias acusações de conspiração e propaganda contra o sistema, na décima sentença contra a ativista presa desde 2021.

“Ela foi condenada a seis anos de prisão pelas acusações de reunião e conluio, a um ano e meio de prisão por atividade de propaganda e, como pena complementar, a dois anos de proibição de saída do país”, informou neste domingo (8) na rede social X seu advogado, Mostafa Nili.

A defesa explicou que recebeu nesta manhã um telefonema da ativista, em sua primeira comunicação após ter sido detida há 59 dias, na qual ela informou que no último sábado (7) foi transferida para a primeira vara do Tribunal Revolucionário de Mashhad (nordeste) e, após a audiência, foi proferida a sentença contra ela.

Disse ainda que Mohammadi informou que há três dias foi levada a um hospital devido ao seu mau estado de saúde e que, quando começou a contar as circunstâncias de sua prisão, a ligação caiu.

Nili indicou que, uma vez proferida a sentença, a ativista deve ser transferida para uma prisão, segundo a legislação iraniana, e que, em sua opinião, ela deve ser libertada.

“Em vista de suas doenças, espera-se que seja ordenada sua libertação temporária sob fiança para que possa receber tratamento médico”, disse o advogado.

Mohammadi foi detida de maneira violenta em meados de dezembro junto com outros ativistas durante uma cerimônia fúnebre de um advogado na cidade de Mashhad, no nordeste do país, segundo denunciou sua família.

Há seis dias, ela iniciou uma greve de fome para denunciar sua detenção há 59 dias, período em que esteve “em isolamento absoluto e com o corte total de comunicações”.

A sentença ocorre após os protestos que abalaram o Irã em dezembro e janeiro, que começaram em Teerã pela queda do rial, mas logo se espalharam pelo país pedindo o fim da República Islâmica e que foram contidos após uma brutal repressão.

O governo iraniano reconhece a morte de 3.117 pessoas em uma violência que atribui aos Estados Unidos (EUA) e Israel, mas a ONG de oposição HRANA, com sede nos EUA, situa o número em 6.961, embora continue verificando mais de 11 mil possíveis mortes, assim como 51 mil prisões.

Em meio a essa repressão, foram detidos ativistas de direitos humanos, como o roteirista Mehdi Mahmoudian, indicado ao Oscar pelo filme “Foi Apenas um Acidente”, Vida Rabbani, Abdullah Momeni e Ghorban Behzadian-Nejad.

Mohammadi estava em liberdade condicional desde dezembro de 2024, quando foi solta por problemas médicos, e no final de novembro denunciou que as autoridades iranianas a haviam proibido de forma “permanente” de sair do país e não emitiam passaporte para que pudesse visitar seus dois filhos, a quem não vê há 11 anos.

A ativista foi detida em 13 ocasiões, condenada em nove e foi presa pela última vez em 2021.

Apesar das condenações e da prisão, a ativista de direitos humanos e das mulheres continuou denunciando as violações de direitos fundamentais no Irã, incluindo a aplicação da pena de morte e a violência contra as mulheres que não usam o véu islâmico.

O Comitê Nobel norueguês concedeu em 2023 o prestigioso prêmio a Narges Mohammadi “por sua luta contra a opressão das mulheres no Irã e para promover os direitos humanos e a liberdade para todos”.

*Com EFE

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