
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebe nesta quinta-feira (5) o senador Wellington Antonio Fagundes (PL-MT) para discutir a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso em uma Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecida como “Papudinha”.
Entre os temas do encontro estão a possibilidade de concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro e a liberação do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para se reunir com o ex-presidente. A reunião está prevista para ocorrer no Supremo Tribunal Federal (STF).
Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado. Aliados políticos têm intensificado articulações em busca de alternativas jurídicas, enquanto a defesa avalia novos pedidos junto às autoridades.
Ainda nesta semana, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se reuniu com o ministro do STF Gilmar Mendes para tratar do tema. Como reforço nas articulações, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também entrou nas negociações e fez contatos telefônicos com integrantes da Suprema Corte.
Conforme adiantou a Jovem Pan, a possibilidade de prisão domiciliar ao capitão da reserva, antes considerada “enterrada”, voltou a ser discutida nos bastidores. Michelle e outros líderes da direita tentam conversar com ministros do Supremo para que intercedam pelo ex-presidente junto a Alexandre de Moraes, relator do processo que encarcerou Bolsonaro. De acordo com senadores de oposição ouvidos pela reportagem, o gesto ajudaria a “selar a paz” entre Legislativo e Judiciário.
Um novo pedido foi protocolado pelos advogados do ex-presidente nesta terça-feira (13) após a queda sofrida pelo ex-presidente dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, no último dia 6. Segundo a equipe médica, ele sofreu um “traumatismo craniano leve”.
A Polícia Federal fez os primeiros socorros e declarou não ter identificado necessidade de encaminhamento hospitalar,motivo do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não ter autorizado de início a ida ao hospital.
Na manhã do dia seguinte, no entanto, o ministro atendeu ao pedido da defesa e liberou a ida de Bolsonaro ao hospital para realizar exames. Ele foi liberado algumas horas depois e retornou à PF.
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