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​Cantareira completa uma semana com o volume útil reservado em estado crítico

​Cantareira completa uma semana com o volume útil reservado em estado crítico

Escassez hídrica é agravada em um cenário de chuvas irregulares e aumento do consumo de água; como solução, a Sabesp tem reduzido a pressão da rede à noite

wpp20241015015-750x500 ​Cantareira completa uma semana com o volume útil reservado em estado crítico

O Sistema Cantareira completou uma semana com o volume útil reservado abaixo dos 20%. Dados do painel da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) mostram que o sistema opera em cenário crítico, de acordo com os critérios de monitoramento.

Na manhã desta quinta-feira (15), o Cantareira indicava 19,4% de volume útil reservado, menos da metade do aferido no mesmo dia do ano passado, de 50,3%. A escassez hídrica é agravada em um cenário de chuvas irregulares, ondas de calor mais frequentes e aumento do consumo de água.

Para economizar água, a Sabesp tem reduzido a pressão da rede à noite. Com isso, moradores de diferentes bairros têm reclamado de problemas de abastecimento. “Não consigo tomar banho”, disse ao Estadão o empreendedor Guilherme Lessa Villela, de 44 anos, que vive na Lapa, zona oeste de São Paulo.

A companhia diz que áreas mais altas ou mais distantes do reservatório podem sofrer mais efeitos provocados pela redução de pressão.

O Cantareira e Alto Tietê são os principais sistemas que abastecem a Grande São Paulo, com maior capacidade de armazenamento. O volume de ambos está em queda desde abril do ano passado.

O monitoramento diário é realizado pela Sabesp e também pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), que atualizam os níveis dos reservatórios todas as manhãs.

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Sabesp tem reduzido a pressão da água à noite na Grande São Paulo, com o objetivo de economizar

Desde outubro do ano passado, o governo estadual passou a adotar um novo modelo de acompanhamento e gestão dos recursos hídricos, dividido em sete faixas de atuação com base no volume médio dos sete sistemas da Grande São Paulo.

Atualmente, a região está na faixa 4, considerada de atenção, que prevê a redução da pressão nos sistemas por 14 horas diárias.

Quando poderá ter rodízio? Veja as faixas de monitoramento

– Faixa de normalidade: volume de 100% a 44%;

– Faixa 1: de 44% a 38%;

– Faixa 2: de 38% a 32%;

– Faixa 3: de 32% a 26%;

– Faixa 4: de 26% a 20%;

– Faixa 5: de 20% a 10%;

– Faixa 6: de 10% a 0%;

– Faixa 7: 0%;

Vale ressaltar que os valores porcentuais das faixas podem ser ligeiramente alterados, pois são consideradas questões como a sazonalidade e histórico recente de disponibilidade nos reservatórios.

Nas faixas de 1 a 3, o foco é em prevenção, consumo racional de água e combate a perdas na distribuição. As faixas 1 e 2 estabelecem o Regime Diferenciado de Abastecimento (RDA) e a gestão de demanda noturna de 8 horas, respectivamente.

Já nas faixas 4, 5 e 6, os cenários são de contingência controlada, com períodos ampliados de redução da pressão na rede, por 12, 14 e 16 horas. Por fim, na faixa 7, o cenário mais grave inclui o rodízio de abastecimento entre regiões, com obrigação de fornecimento de caminhões-pipa para apoio a serviços essenciais.

E o Cantareira?

A rede de abastecimento de água na Grande São Paulo é formada por sete sistemas que, juntos, têm capacidade para armazenar quase 2 trilhões de litros de água. São eles:

– Cantareira (único com volume morto);

– Alto Tietê;

– Guarapiranga;

– Cotia;

– Rio Claro;

– Rio Grande;

– São Lourenço;

Somente o Cantareira abastece cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo e contribui para o atendimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. O Cantareira é composto cinco reservatórios interligados (Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro) com volume útil total de 981,56 bilhões de litros.

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Sistema Cantareira abastece cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo

Desde 2018, o sistema conta também com a interligação entre a represa Jaguari (no rio Paraíba do Sul) e a represa Atibainha, ampliando a segurança hídrica para a região. Porém, tanto o Cantareira quanto o Alto Tietê estão operando nas últimas semanas próximos ao volume de 20% da capacidade, situação que exige atenção permanente.

O monitoramento do sistema Cantareira, que tem gestão compartilhada entre a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) e a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) por envolver rios que não pertencem só a São Paulo, segue critério diferente do sistema integrado. Em vez de sete faixas, são cinco:

– Faixa 1 (normal): volume igual ou maior que 60%;

– Faixa 2 (atenção): volume igual ou maior que 40% e menor que 60%;

– Faixa 3 (alerta): volume igual ou maior que 30% e menor que 40%;

– Faixa 4 (restrição): volume igual ou maior que 20% e menor que 30%;

– Faixa 5 (especial): volume acumulado inferior a 20%;

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Nícolas Robert

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