
A deputada federal Simone Marquetto (MDB-SP) é apontada como uma das favoritas para a composição de uma aliança com o PSD, que pode ser vista como uma “terceira via” nas eleições de 2026 para o Planalto. Partidos de centro e centro-direita entendem que a dobradinha isola Flávio Bolsonaro e fortalece Gilberto Kassab, líder do PSD, em futuras negociações.
Simone é jornalista, foi prefeita de Itapetininga, no interior de São Paulo, e atualmente é deputada federal, mas decidiu não concorrer à reeleição na Câmara. Segundo interlocutores, Simone estaria aberta a projetos maiores. A parlamentar é fortemente ligada ao movimento católico e, apesar de São Paulo ser seu reduto eleitoral, roda diversos Estados do Nordeste fazendo peregrinações e atraindo milhares de pessoas a cada evento. A popularidade da deputada entre os católicos e o poder de penetração na região que concentra maior número de eleitores do presidente Lula chamaram a atenção de Kassab.
Simone também dialoga com os militares e se aproximou das Forças Armadas após realizar, em 2023, uma sessão solene de renovação do título de Generalíssima do Exército a Nossa Senhora Aparecida. A possibilidade de a deputada formar uma chapa com o PSD ganhou peso pela sua proximidade e poder de diálogo com dois eleitorados considerados estratégicos: católicos e militares.
Com essa composição, Kassab conseguiria ter políticos conhecidos e com forte apelo em diferentes regiões do Brasil. Os pré-candidatos Eduardo Leite e Ratinho Jr. são do Sul do país, Ronaldo Caiado tem forte atuação no Centro-Oeste, Simone Marquetto é reconhecida no Nordeste pelos movimentos religiosos e o próprio Kassab tem uma história política no Sudeste. Devido a este cenário, o PSD deve montar uma estratégia para chegar até o eleitor do Norte do país.
Dois dos presidenciáveis do partido de Kassab, que ainda definirá o escolhido para a disputa, também são aliados do MDB em seus estados. No Rio Grande do Sul, o vice de Eduardo Leite (PSD) é Gabriel Souza, filiado ao MDB. No Paraná, Ratinho Júnior também tem aliança regional com o MDB.
Esse movimento fez a direita se mexer. É ventilada a possibilidade de uma chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL) ter uma vice mulher para atrair o eleitorado mais moderado e ampliar o alcance da candidatura. Um nome surge como favorito, o da senadora e ex-ministra Tereza Cristina (PP).
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