
Paulo Skaf, Presidente da Fiesp (Federação das Indústrias, se diz preocupado com “os rumos do Brasil” após o anúncio do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) em manter a taxa Selic em 15% ano pela quinta vez seguida.
“A manutenção de juros tão elevados impõe um prejuízo ao povo brasileiro. […] No atual contexto, o prolongado período da taxa Selic neste nível gera um quadro de asfixia.”, diz Skaf, em uma carta direcionada ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. “É forçoso reconhecer que o Brasil atingiu um limite exaustivo. […] É preciso observar, ainda, que o mercado e as famílias não operam sob a taxa básica”, acrescenta.
Nesta quarta-feira (28), o Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa básica de juros em 15% pela quinta reunião seguida, contudo, adiantou que pode reduzir em março, na próxima reunião.
Na carta, Skaf também destaca a inflação no Brasil, onde questiona, como em um cenário de estabilização que visa ao equilíbrio entre controle inflacionário e viabilidade, “somos praticamente um dos únicos países a manter uma inflação próxima de 5% com uma taxa real que ronda os 10%?”.
As expectativas de inflação para 2026 e 2027 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,0% e 3,8%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,2 % no cenário de referência.
“Nossa inflação não é fruto de excesso de consumo. Ao contrário, o que assistimos é uma punição ao setor produtivo. Com o custo de capital mais alto do mundo”, diz a carta. Segundo o presidente da Fiesp, “o ajuste fiscal corre o risco de tornar-se uma ficção contábil, enquanto o crescimento real e a geração de empregos são sacrificados”.
Na carta, Skaf se coloca à disposição para um encontro institucional. “Seria um prazer reencontrá-lo e de grande valia debater os rumos do Brasil e contribuir com a visão de setores produtivos para o desenvolvimento do País”, disse.
Taxa de juros a 15% ao ano
Pela quinta vez seguinda, o Banco Central manteve a taxa de juros em 15% ao ano. A Selic está em seu maior patamar em quase 20 anos, ainda no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Selic estava em 15,25% ao ano. A decisão desta quarta já era esperada.
Na decisão, o Comitê explica que o “Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz a decisão da primeira reunião do ano.
Contudo, afirmou que, se mantendo o cenário esperado, vai “iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.”.
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