
Em entrevista à Jovem Pan de Sorocaba, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) descartou a possibilidade de concorrer à Presidência nas próximas eleições, mesmo se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitasse sua candidatura ao Palácio do Planalto.
Ao ser questionado sobre o assunto, Tarcísio respondeu: “Eu diria não” e justificou a negativa como parte de uma “linha de coerência” com o trabalho que vem desenvolvendo à frente do estado.
O governador afirmou que o assunto já foi discutido pessoalmente com Bolsonaro em uma visita realizada antes de o ex-presidente ser transferido para o regime fechado. Na ocasião, ao ser questionado sobre o cenário eleitoral nacional, o governador reafirmou sua permanência no comando paulista.
“Minha posição é ficar em São Paulo. Eu fui muito contundente e muito claro com ele com relação a isso”, declarou Tarcísio. O chefe do Executivo estadual afirmou sentir-se “tranquilo” com a decisão e com a missão que recebeu dos eleitores paulistas.
Tarcísio também citou sua crença religiosa ao definir um guia para suas decisões. “Aí tem uma questão de fé. Eu sou muito religioso. Tenho muita fé, e fé é a confiança na vontade bondosa e soberana do Senhor”.
Tarcísio já disse que ‘meu candidato é Flávio Bolsonaro’
Tarcísio afirmou a jornalistas na sexta-feira (23) que o seu candidato a presidência em 2026 é Flávio Bolsonaro. “Sempre falei do meu respeito e minha lealdade ao presidente Bolsonaro. O meu candidato é Bolsonaro ou quem ele indicar. Ele indicou o Flávio, então quem é o meu nome a partir de agora? É o Flávio Bolsonaro, nada diferente do que eu falo desde 2023”, disse Tarcísio.
O governador também disse que a especulação sobre ele ser candidato a presidência é normal pela posição de comando em São Paulo, e que não deixará o cargo em abril.
Tarcísio também aproveitou a ocasião para dar sua versão do motivo do cancelamento de sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro na “Papudinha”, no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília, que estava marcada para a última quinta-feira (22).
“O cancelamento é questão de agenda. Não tem nada a ver. Quando você marca uma visita, o tribunal atribui uma data. O que pode acontecer é que naquela data não ser possível por uma razão qualquer. Eu tinha uma razão pessoal e não podia ir naquela data. Imediatamente pedi outra data”, explicou.
Agenda vazia
Tarcísio cancelou sua visita a Jair Bolsonaro, que aconteceria na quinta-feira (22) e havia sido solicitada pelo próprio ex-presidente. O governador de São Paulo não tinha compromissos marcados. No dia em que visitaria o ex-presidente, preso em Brasília, o chefe do Executivo paulista deixou a agenda vazia, o que tem sido interpretado como um “recado claro” à família Bolsonaro.
A nova data da visita será no dia 29, na próxima quinta-feira.
Interlocutores avaliam que Tarcísio ficou extremamente desconfortável com a pressão que vem sofrendo para apoiar publicamente o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, em sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Segundo um membro do alto escalão do Palácio dos Bandeirantes, declarações recentes de Flávio à imprensa, citando que Bolsonaro pediria apoio mais explícito ao filho, foram lidas como ameaças. Pesam, também, as recentes declarações de membros do PP sobre o assunto.
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