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​Vorcaro diz que fiscalização do BC agiu sobre BRB foi ‘normal’

​Vorcaro diz que fiscalização do BC agiu sobre BRB foi ‘normal’

Segundo o dono do Banco Master, eram diariamente debatidos os pontos com relação tanto ao Banco Master, quando à negociação do BRB e às carteiras

master-750x493 ​Vorcaro diz que fiscalização do BC agiu sobre BRB foi ‘normal’

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, disse à Polícia Federal que o Banco Central, sob comando de Ailton de Aquino Santos, agiu com diligência normal sobre o negócio com BRB até o dia 17 de novembro, quando Vorcaro foi preso.

Segundo ele, eram diariamente debatidos os pontos com relação tanto ao Banco Master, quando à negociação do BRB e às carteiras. “Esse tema das carteiras, inclusive, acho que passou despercebidos, ele estava dado como encerrado porque a gente tinha substituído, a gente estava tratando já de outros temas, que era da tentativa de conclusão da aquisição societária”, disse.

As declarações são da transcrição do depoimento dado em 30 dezembro à delegada da PF responsável pelo inquérito sobre suspeitas de irregularidades na tentativa de compra do Banco Master pelo banco estatal, do qual a Jovem Pan teve acesso.

À PF, Vorcaro disse que o grande problema que aconteceu nessa história é que “dentro do Banco Central, existiam pessoas que queriam uma solução de mercado, e existiam outras pessoas, departamentos, que queriam que acontecesse o que aconteceu e acabaram vencendo”, se referindo a falha internas em algumas áreas do Banco Central que teriam agido para forças a liquidação do banco.

Entenda o caso

As liquidações do Banco Master, decretada pelo BC em novembro de 2025, e da gestora de investimentos Reag, na quinta-feira (15), revelaram um dos episódios mais graves do sistema financeiro brasileiro. O caso envolve suspeitas de fraudes bilionárias, uso de fundos de investimento para ocultar prejuízos, tentativas de socorro via banco público e tensões entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal de Contas da União (TCU) com o BC e PF.

“A decretação do regime especial nas instituições foi motivada pela grave crise de liquidez do conglomerado Master e pelo comprometimento significativo da sua situação econômico-financeira, bem como por graves violações às normas que regem a atividade das instituições integrantes do SFN”, informou o BC em nota na época.

De forma extrajudicial, foram liquidados o Banco Master S/A, do Banco Master de Investimento S/A, do Banco Letsbank S/A, e da Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários.

O processo de liquidação do Banco Master foi acompanhada da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF para combater a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN). Como resultado, no dia 17 de novembro, o dono do Master, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, ele foi solto com uso de tornozeleira eletrônica.

A PF também quebrou os sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades investigadas no caso do Banco Master. A medida foi autorizada em 6 de janeiro pelo ministro Dias Toffoli, do STF.

As quebras de sigilo abrangeram as movimentações no período de 20 a 21 de outubro de 2025. A solicitação foi pela Polícia Federal (PF) com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com a decisão, a apuração aponta indícios da prática de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento de investidores em erro, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de capitais.

“Também verifico que, na linha do que consignado pelo Procurador-Geral da República e pela Polícia Federal, que há elementos suficientes que apontam para o ‘aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização, notadamente mediante o uso de fundos de investimento e intrincada rede de entidades conectadas entre si por vínculos societários, familiares ou funcionais.’”, argumentou Toffoli.

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