
O empresário Sérgio Nahas, de 61 anos, foi preso no último sábado (17) em Praia do Forte, no município de Mata de São João, litoral norte da Bahia. A captura ocorreu quase 24 anos após o assassinato de sua esposa, Fernanda Orfali, crime pelo qual foi condenado pela Justiça de São Paulo. O suspeito foi identificado por uma câmera de monitoramento facial, de acordo com a Polícia Militar do estado.
De acordo com a PM, no momento da prisão, foram apreendidos com o empresário 13 pinos de cocaína, três aparelhos celulares e um veículo.
O mandado de prisão contra o empresário havia sido expedido em 25 de junho do ano passado, após o esgotamento de todos os recursos nas instâncias superiores. O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o último pedido da defesa, determinando o cumprimento da pena de oito anos e dois meses em regime fechado. Devido à condição de foragido, seu nome e foto constavam na lista de Difusão Vermelha da Interpol.
Após a detenção, Nahas foi encaminhado à Polinter e passou por audiência de custódia no dia 19 de janeiro. Conforme decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), ele deverá ser transferido para o sistema prisional paulista.
O caso
O crime ocorreu em setembro de 2002, no apartamento do casal no bairro de Higienópolis, região central de São Paulo. Fernanda Orfali, então com 28 anos, foi morta com um tiro. Segundo as investigações, a vítima teria descoberto que o marido era usuário de cocaína e mantinha relacionamentos extraconjugais.
À época, Nahas alegou que a esposa sofria de depressão e teria cometido suicídio. Ele afirmou ter ouvido um disparo vindo do closet e encontrado a mulher agonizando. A arma, sem registro, pertencia ao empresário. A versão foi contestada pela perícia e pela acusação, que o denunciou por homicídio doloso.
O julgamento pelo Tribunal do Júri ocorreu apenas em 2018, 16 anos após o fato. Inicialmente condenado a sete anos em regime semiaberto, Nahas teve a pena aumentada e o regime alterado para fechado após recurso do Ministério Público de São Paulo (MPSP). O empresário permaneceu em liberdade durante o trâmite do processo judicial, período que durou quase três vezes o tempo da pena estabelecida.
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