O papa Leão XIV aprovou nesta quinta-feira (22) o decreto que reconhece as “virtudes heroicas”, primeiro passo para a beatificação, da religiosa brasileira Maria Imaculada da Santíssima Trindade, nascida Maria Giselda Villela e fundadora do Carmelo da Sagrada Família, em Pouso Alegre (MG), informou o Vaticano. Nascida na cidade mineira de Maria da Fé em 1909, Maria Villela consolidou sua vocação religiosa após superar um tumor cancerígeno na adolescência, uma experiência que marcou sua vida espiritual, juntamente com a descoberta dos escritos de Santa Teresinha do Menino Jesus.
Em 1930, ingressou no mosteiro das Carmelitas Descalças de Campinas, onde adotou o nome religioso de Maria Imaculada da Santíssima Trindade, e em 1943 empreendeu a fundação do mosteiro de Pouso Alegre. Apesar das dificuldades iniciais próprias da fundação, que levaram várias de suas companheiras a retornar ao seu convento de origem, Maria Imaculada permaneceu à frente da comunidade e a dirigiu durante 43 anos, guiando-a por um caminho de fidelidade à Igreja e ao carisma teresiano.
Antes de seu falecimento em 1988, ofereceu sua vida pela unidade da Igreja em um período marcado por divisões internas e preparou novas fundações de sua ordem, impulsionando sua expansão no Brasil. O caminho para a santidade tem várias etapas: a primeira é ser declarado venerável servo de Deus, a segunda beato e a terceira santo.
Venerável Servo de Deus é o título concedido a uma pessoa falecida a quem se reconhece “ter vivido as virtudes cristãs de maneira heroica”. Para que um venerável seja beatificado, é necessário que tenha ocorrido um milagre atribuído à sua intercessão; e para que seja canonizado, proclamado santo, requer-se um segundo milagre realizado “por intercessão” após a beatificação.
*Com informações da EFE
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