
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pretende visitar Washington após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro por forças americanas, segundo informou nesta quarta-feira (21) um funcionário da Casa Branca, sem detalhar datas ou a agenda da líder chavista. O anúncio ocorre dias depois de uma reunião entre o presidente americano, Donald Trump, e a líder opositora venezuelana e Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, a quem o republicano excluiu, por enquanto, do processo de transição no país por considerar que não conta com apoios suficientes.
Em seu lugar, Trump apoiou o novo governo da líder chavista, assegurando que este funciona sob tutela de sua administração e está cumprindo todas as exigências de Washington, incluindo o acesso ao setor petrolífero venezuelano e o envio de milhões de barris de petróleo para os EUA para comercialização.
No entanto, nesta terça-feira (20), o republicano afirmou que poderia “envolver” Machado de alguma forma no futuro da Venezuela e declarou que ela era uma mulher “incrível” que “fez algo extraordinário”, referindo-se ao gesto da ativista de presenteá-lo com sua medalha do Prêmio Nobel da Paz durante visita à Casa Branca.
“Eu era contra a Venezuela, mas agora adoro a Venezuela”, disse Trump na mesma entrevista coletiva, onde acrescentou que tem “trabalhado muito bem” com o novo governo de Delcy Rodríguez e assegurou que a ex-vice-presidente de Maduro libertou “muitos presos políticos”.
No mesmo dia do encontro entre Trump e Machado, na última quinta-feira (15), a presidente interina venezuelana reuniu-se em Caracas com o diretor da CIA, John Ratcliffe, com quem abordou temas de segurança e oportunidades de cooperação econômica em um esforço para aproximar posições. Ratcliffe é o funcionário americano de mais alto escalão e o primeiro membro do gabinete de Trump a visitar a Venezuela após a operação militar de 3 de janeiro, que resultou na captura e transferência de Maduro e sua esposa para Nova York, onde serão julgados por narcoterrorismo.
Delcy Rodríguez declarou que, se tiver de visitar Washington como líder da Venezuela, o fará “de pé, caminhando, não arrastada”. Machado, por sua vez, afirmou que a governante chavista não representa o povo de seu país, acrescentando que o governo interino venezuelano está “fazendo parte do trabalho sujo” desta “fase complexa”, e disse confiar em uma “transição ordenada”.
*Com informações da EFE
Publicado por Nícolas Robert
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