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​Buscas por crianças desaparecidas no MA entram no 17º dia: O que se sabe?

​Buscas por crianças desaparecidas no MA entram no 17º dia: O que se sabe?

Irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, 4, sumiram no último dia 4 após saírem para brincar com seu primo

sem-titulo-10-652x500 ​Buscas por crianças desaparecidas no MA entram no 17º dia: O que se sabe?

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, 4, desaparecidos em Bacabal, no Maranhão, entraram no 17º dia. As duas crianças sumiram no dia 4 de janeiro, em zona de mata, perto de onde moravam, no povoado de São Sebastião dos Pretos, uma área quilombola. Elas saíram para brincar com seu primo, Anderson Kauã, que também estava desaparecido.

O que se sabe?

Kauã foi encontrado no dia 7. No dia 9, o prefeito ofereceu uma recompensa de R$ 20 mil para quem fornecesse qualquer informação que levasse ao paradeiro das outras duas crianças.

Desidratado e desorientado, a criança de oito anos não sabe ao certo dizer onde estavam os primos. Na área onde ele foi encontrado as buscas foram intensificadas, mas sem sucesso. No último dia 16, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, informou em coletiva que não existe previsão para paralisação das buscas.

No mesmo dia, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, informou o último local onde as crianças estariam juntas. Conhecido com “Casa Caída”, que fica as margens do rio Merim e cerca de 3,5 km da comunidade quilombola, as crianças teriam passado pelo menos uma noite no local, segundo Kauã.

“O que nós queremos garantir é que essas buscas continuarão. Toda a estrutura montada será mantida e, se necessário, ampliada para alcançar o objetivo maior, que é encontrar Isabelly e Michael”, disse Martins em coletiva.

Marinha

As buscas ganharam o reforço da marinha no último dia 17. A força tarefa montada para a operação já contava com profissionais do Corpo de Bombeiros, polícias Militar e Civil, Exército e voluntários. Onze militares ampliaram as buscas ao longo do rio Merim.

A equipe conta com uma lancha equipada com um sonar capaz de gerar imagens detalhadas do leito do rio, explicou o capitão dos Portos do Maranhão, Augusto Simões.

 

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“Estamos aqui para poder empregar a mesma tecnologia que foi empregada em Estreito, por ocasião da queda da ponte: um sonar. Ele faz um escaneamento, gerando uma imagem do leito do rio, da coluna d’água e do fundo do rio, vamos dizer assim, e a gente consegue identificar algum tipo de anomalia e, assim, otimizar as buscas que estão sendo realizadas pelos bombeiros mergulhadores”, disse.

Volta a comunidade

Na última segunda-feira (19), o prefeito Roberto Costa realizou uma reunião com poder público órgãos parceiros, e informou nas redes socais que Anderson Kauã e sua família quer retornar a comunidade quilombola de Sebastião dos Pretos. Segundo o prefeito, a criança conta com acompanhamento médico e psicológico.

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