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​Trump aumenta pressão sobre posse da Groenlândia e afirma: ‘Não há volta’

​Trump aumenta pressão sobre posse da Groenlândia e afirma: ‘Não há volta’

Republicano afirmou que não participará da reunião do G7, que acontecerá em Paris, e discutirá tensão sobre a Groenlândia

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta terça-feira (20) sobre a tensão envolvendo a Groenlândia e afirmou que a “posse da ilha é imprescindível e não tem volta”.   A declaração foi dada em conversa com os jornalistas no primeiro aniversário de seu segundo mandato. Quando foi questionado por um jornalista até onde ele iria para conseguir adquirir a Groenlândia, ele respondeu “você vai descobrir”, e afirmou que a relação de posse da ilha é imprescindível e não tem volta.

Trump também afirmou que não vai para Paris na quinta-feira (22), em uma reunião do G7 organizada por Emmanuel Macron, presidente da França, para discutir sobre a questão da Groenlândia.

“Eu me dou muito bem com eles Starmer e Macron. Eles sempre me tratam bem, porém, ficam um pouco mais valentes quando eu não estou por perto”, disse Trump a repórteres na Casa Branca. Na segunda-feira (19), Trump postou em seu perfil na Truth Social mensagens privadas dele com Macron em que o líder francês propunha o encontro.

Já em relação a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o presidente americano afirmou que ninguém fez mais pela Organização do que ele. “Eu fiz mais pela Otan do que qualquer outra pessoa, e vejo tudo isso, a Otan precisa nos tratar com justiça”, declarou. A afirmação foi feita em meio a uma das maiores crises com a aliança militar ocidental, devido à grande decisão de tomar a Groenlândia, que pertence à Dinamarca, país membro da Otan.

Captura de Maduro e proximidade com Venezuela 

Além da tensão com referente a ilha de controle da Dinamarca, o republicano também falou sobre a situação da Venezuela, e voltou a defender a operação que acabou com a captura de Nicolás Maduro, detido nos Estados Unidos desde o dia 3 de janeiro, e considerou envolver a opositora, María Corina Machado, na transição venezuelana após receber medalha do Nobel. É “uma mulher incrivelmente gentil que fez algo realmente incrível”, disse o mandatário a jornalistas. “Estamos conversando com ela, talvez possamos envolvê-la de alguma forma, eu adoraria.”

Até agora, Machado havia sido deixada de lado dos planos de Trump, que cultivou nos últimos dias uma relação com Delcy Rodríguez, herdeira da Venezuela pós-Maduro.

Melhora econômica dos Estados Unidos 

No balanço sobre o seu primeiro ano e governo referente ao segundo mandato, Trump expressou sua frustração com o fato de sua mensagem econômica não estar repercutindo positivamente entre os americanos, ao mesmo tempo que se vangloriou de suas conquistas, particularmente a redução do déficit comercial e da imigração ilegal.

“Herdamos um caos. Os números que herdamos estavam aumentando com força, e agora os reduzimos, quase todos, para níveis muito mais baixos”, afirmou o presidente americano em uma coletiva de imprensa na Casa Branca, antes de criticar seus assessores de comunicação, que, segundo ele, não conseguem fazer com que sua mensagem “chegue” aos americanos.

“Fizemos mais que qualquer outra administração, com folga, em termos militares, em termos de pôr fim a guerras, em termos de concluir guerras”, disse Trump. “Ninguém viu realmente algo parecido”, garantiu.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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